quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

    Tenho esperança ? Não tenho.
    Tenho vontade de a ter?
    Não sei. Ignoro a que venho,
    Quero dormir e esquecer.

    Se houvesse um bálsamo da alma,
    Que a fizesse sossegar,
    Cair numa qualquer calma
    Em que, sem sequer pensar,

    Pudesse ser toda a vida,
    Pensar todo o pensamento -
    Então [...]

    Fernando Pessoa, 11-12-1933.
















Brindo agora com todas as lágrimas que derramei em uma noite,
em outra noite,
em outra noite...








Astehria.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010


Prepare o seu coração
Pois o que predomina é a emoção,
Se quiser junte à canção
De toda a nação...

Que tenha vitória o amor,
Que no peito haja calor,
Que dos olhos transborde ardor.

Entregue-se quem for corajoso,
De espírito nobre e honroso
Afaste-se invejoso
Porque o ano que chega será jubiloso...
Astehria.

SIMULTANEIDADE - Mario Quintana


- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!

- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo (Poesia Completa, p. 535)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Solidão


Estou aqui nesse momento ouvindo o som da solidão,

O som é simplesmente nada em uma absoluta escuridão,

Sentindo completamente sem chão.

É o sentimento de quem amou com paixão,

Entregou-se totalmente com o coração,

Perdendo assim toda a razão.

Agora vivo nessa completa aflição,

Sem saber como vai ser essa continuação.

Essa dor maldita que some mais não.

Meu Deus só quero uma direção,

Para achar uma solução!

Rodrigo Modena

sábado, 25 de dezembro de 2010

A Hipocrisia do Natal


O dia de Natal está a chegar,

As famílias a celebrar,

A hipocrisia de desejar,

Felicidades a pessoas que no ano a passar,

Não deram nenhum telefonema para perguntar,

Se de alguma coisa estar a precisar.

Agora vem todo santinho a presentear,

E dizer felicidade por vir comemorar,

Uma data que serve apenas para lucrar,

E nem para Jesus a rezar.

Motivo real do dia a se comemorar,

Por um homem que a cruz teve que carregar,

Para os pecadores salvar.

Rodrigo Modena


Nasce o destinado a ser mal compreendido
Ter seu amor não correspondido...
Lembrado por falecer tamanha a obediência a sua paixão
Sua agonia e dor, fúnebre cnação.
Príncipe sagrado, infeliz nascido
Sua carne se rasga...
...No peito a maior chaga.
Nome nunca - nunca! - esquecido.
Por você três mil anos teria nascido.
E 3 mil natais existido...



Astehria.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Quem disse não ter sexo o anjo?
Quem disse ser um mistério sua devoção?
O sexo do anjo é oposto ao humano.
É o mistério não passa de, por nós, ingênua paixão.

Astehria

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Partirei quando partires pois não é suportável viver sem ti.
Partirei quando partires pois minha alma não é presa a mim.
Partirei quando partires, com lágrimas nos olhos e sangue a se esvair.
Partirei quando partires porque tornou minha alma livre para te seguir.
Astehria.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Gerúndio de uma Cidade


As pessoas passando,

Quase atropelando,

Conversando, gritando, no celular falando.

É assim que é uma cidade enriquecendo,

E as pessoas mais pobres estão ficando.

Um menino sentado na calçada chorando

E por ele as pessoas passavam quase pisoteando.

Nenhuma alma boa para perguntar o que está se passando.

O povo agitado sem saber que atrás daquele menino sofrendo,

Está uma senhora gemendo,

Um mendigo que a li estava caminhando,

Ver aquela senhora implorando.

Socorro, Socorro, estou morrendo.

O mendigo corre até um orelhão gritando,

A senhora está falecendo,

Ajuda chega correndo,

Os paramédicos olham a situação, um menino chorando

E uma senhora no chão agonizando,

Um bombeiro pega o menino no colo abraçando

E dizendo sua mãe está melhorando,

O menino mais calmo agradecendo,

Pergunta do moço que ficou chamando...

Antes do menino terminar, o bombeiro olhou falando:

Não tem nenhum moço... Talvez tenha sido seu Anjo da guarda te protegendo.

E a cidade sem notar toda aquela situação continuou caminhando.


Rodrigo Modena



Só doma o animal aquele que o monta.
Só doma a fera aquele que a agarra com unhas e dentes.
Só doma a ave aquele que a encanta.
E doma o peixe aquele que o surpreende.

Doma o vento apenas aquele que é ágil.
Doma a terra quem nela nasce.
Doma o mar aquele que o acompanha.
E doma o céu aquele que também se entristece...

Enfim todos bailamos o bailado
E quem é domado é rei.
Pois quem doma é domado,
E quem é domado é um bem.


"A coragem e a ousadia para conquistar a vida é a mesma coragem e ousadia de ser por ela domado todos os dias."
Astehria.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quantas vidas, quantas histórias antes de te encontrar... ...quantas vidas, quantas histórias a silenciar no beijo ao me deixar.
Astehria.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Arnaldo Jabor)


O amor traz mais sofrimento do que alegria, em especial quando se trata de conquistá-lo.
Steven Spielberg.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AS SEM-RAZÕES DO AMOR


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Corda e O Luar

Na corda bamba te encontrei, oh lua
E por ti me encantei
Por seu brilho me apaixonei
E pela corda que me prende à vida
Lhe alcançarei...
Astehria.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Procura Alucinada



Deitado na cama olhando por teto a pensar,

Como descrever a beleza de amar,

Porém pode ser tão fatal como uma arma atirar.

Mas o amor nunca morre apenas adormecido ficará,

Tempo suficiente para voltar a brilhar.

Com esses pensamentos começa a sonhar,

No meio da cidade, uma razão tentando achar.

Rosto da mulher amada ele está procurar,

Em uma procura alucinada, o coração começa apertar.

Desistindo quase de encontrar,

Senta-se na porta de um bar.

Ao horizonte começa a olhar,

Com lagrimas nos olhos ver ao longe uma moça a caminhar.

Paralisado ele está,

Vendo o cabelo da moça levemente a voar,

Começa a pensar, será que é minha amada que desejei tanto encontrar?

Ao encontro dela começa a andar.

Ao se aproximar a mão começa a suar,

O coração a palpitar.

Os olhos ao se encontrar,

Começa a bilhar.

Correndo estão para se encontrar.

Sem medo, sem razão, sem ar.

Ao chegar,

Os dois a se abraçar,

Começam a chorar.

Um lindo beijo para selar,

Um amor que para sempre vai durar.


Rodrigo Modena

sábado, 11 de dezembro de 2010



Seus cabelos penteados
E seus dedos escondidos.
Suas mãos entrelaçadas
Seus cabelos com um laço.
Seus lábios bem fechados.
E os olhos cerrados.
Será tua a morte mais longa, mais dura,
Pois o motivo não tem cura, é cruel
No céu estrelas e luar, na terra mares e bosques
Serão vistos por aqueles que morrerão do mesmo mal.
Mato-te de amor.

_________Ass. Morte.
Astehria.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Amor Entre a Vida e a Morte



Quem nunca pulou de felicidade por amar? E quem nunca quis pular de um prédio por amar?
Todos falam que o amor é um sentimento bom e quem acredita nessa mentira quebra a cara.
Amor é uma via de mão dupla em que, em um dos lados, caminha o que denominamos de felicidade e do outro, o sofrimento. E assim é que se percorre a estrada chamada amar. Nessa estrada, se você olhar muito a frente, criará uma ilusão e baterá na primeira curva que aparecer. O sofrimento caminha ao lado da felicidade, de mãos dadas, só esperando um passo em falso para empurrá-la do penhasco.
Amar é uma estrada muito perigosa, pois pode levar para dois destinos. Pode te levar, pro inferno ou o paraíso. Falando isso no sentido real, seria dizer que o amor pode te levar à vida plena ou à morte.
Foi comprovado cientificamente que se pode morrer de amor, pois a ferida do amor é fatal, como se cravasse uma estaca no coração. Essa dor, nenhum remédio ainda pode curar, nem mesmo aliviar. É uma dor forte que vai matando lentamente de forma cruel, como uma tortura, por isso que muitos optam por terminar essa dor cometendo suicídio. Antes falariam que eram pessoas fracas e covardes, mas só mesmo quem provar essa dor pode realmente falar.
Para deixar um pouco mais fácil a compreensão, imagina o amor como uma balança onde, de um lado estará à felicidade e do outro lado o sofrimento. Se colocar muita felicidade no final a balança vai desequilibrar, fazendo sofrer. Se colocar pouca felicidade, o sofrimento vai aumentar. Portanto, a balança do amor deve estar rigorosamente equilibrada.
Simplificando para a vida real, olhe o amor como uma plantinha que deve ser regada todos os dias, na medida certa, nem muito e nem pouco. Dessa forma poderá gerar fruto, mas como a vida não é uma ciência exata, só o tempo pode terminar.
Só posso afirmar uma coisa, que seja eterno enquanto dure e esteja preparado sabendo que o amor poderá acabar com sua vida para sempre!


Rodrigo Modena

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Skank - Dois Rios

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Soneto da Fidelidade



De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


Vinicius de Moraes

Esse lindo poema poema do grandioso Vinicius de Moraes foi o primeiro que dei a minha querida amiga Beatriz. A partir daí peguei o gosto pela poesia.

Rodrigo Modena

Fonte: http://www.viniciusdemoraes.com.br/



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Para a morte se a vida não nos permite juntos


Voar ao sabor do vento frio da morte...
...pois o calor do conforto da vida não permite.
E lá bailemos sempre a balada da lua, juntos eternamente...




Astehria

A Noite Fria

A Noite Fria

Ao tocar do sino,

As pessoas a passear,

O mundo a rodar.

Lá em cima é enorme como o mar,

Mas escuro como a dor de amar.

Todos lá embaixo a andar.

Como uma faca entrando para matar (noite fria).

Se joga ao rumo do mar,

Ao chegar,

Explode como um canhão a tirar.

Todos assustados vendo aquele homem se matar,

Sem dor, sem angustia, sem lar.

O povo ao se aproximar,

Ver ao longe um jornalista a anotar,

Morreu por tanto amar.



Rodrigo Modena


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